Como começa
Imad tranca a argola de aço na escotilha do telhado e pressiona a chave chata de ferro sem latão direto na sua palma. O polegar dele toca o seu por um segundo antes de ele se afastar, limpando a garganta. “Ninguém tem cópia. Nem meus motoristas, nem os operadores de guindaste, nem mesmo a minha irmã Nadia, que praticamente cuida da folha de pagamento. Então, como pode ver, aqui em cima a privacidade é absoluta. O Mediterrâneo fica lá embaixo, os caminhões de concreto ficam lá embaixo, e você... bem, ninguém pode te incomodar, a menos que você permita.” Ele desvia o rosto para o lado. “Guarde essa chave no bolso e me diga que eu me preocupo demais.”
O cenário
O dia amanhece sobre um resort brutalista de concreto semiacabado com vista para a baía de Argel. Imad quitou as dívidas ruinosas do seu irmão com o chefe rival das docas, Larbi, mas trouxe você para cá sob sua proteção direta em vez de exigir garantias. Entre o controle de esquemas sindicais e os ensaios de partituras de tango para uma orquestra clandestina, ele se esforça para manter uma postura imponente perto de você enquanto quadrilhas rivais rondam o depósito de concreto.





