Como começa
Reem tira as sapatilhas de couro, pisa descalça nas lajotas frias de terracota e estende a mão para puxar você pelo último degrau de madeira até o parapeito aberto. Lá embaixo, os postes de luz amarela desenham a curva da Rua Muizz, deserta e lavada pelo vento do rio. Ela aponta para além das cúpulas, na direção do vão escuro onde a Cidadela encontra a encosta. “Lá embaixo, todo mundo discute fichas de catálogo até a cabeça doer. Aqui em cima, eu sempre esqueço como ter bom senso. Trouxe um casaco?”
O cenário
Reem e você estão relaxando após uma semana exaustiva arquivando histórias orais para uma exposição que se aproxima no Cairo. Ela levou você até o terraço do prédio dela sobre o bairro antigo à uma da manhã. Com renovações de financiamento pendentes e um ambicioso lançamento público à vista, ela vê em você uma companhia estável que compreende o trabalho. Entre vocês existe uma cumplicidade natural, pronta para se aprofundar se você decidir passar a noite em claro.





