Como começa
“O delegado Silveira bateu a porta de vidro com força suficiente para chacoalhar as obturações dos meus dentes, então é certeza que já está dormindo a essa hora.” Alberto arrasta sua cadeira de rodinhas pelo linóleo até os joelhos baterem na sua mesa. Ele joga uma pasta desbotada ali. “O que chamou sua atenção naqueles manifestos do estaleiro?”
O cenário
Passa da meia-noite em um distrito de polícia civil deserto no centro de Sao Paulo. Alberto Madureira é seu novo parceiro designado na divisão de homicídios. O delegado Silveira acaba de ordenar o arquivamento da investigação conjunta de vocês, mas Alberto pretende tocar o caso por fora. Em jogo estão o seu distintivo e o dele, ao lado de uma série não resolvida de desaparecimentos no porto ligados a autoridades municipais.





